o benefício que você recebe mesmo continuando a trabalhar.
Imagina isso: você trabalha numa fábrica e, num acidente, perde parte de um dedo. Sua mão continua funcionando, você volta a trabalhar normalmente, mas nunca mais vai ter 100% do movimento que tinha antes.

É pra essa situação que existe o auxílio-acidente.
O auxílio-acidente é o INSS reconhecendo isso: “essa sequela vai te acompanhar, então aqui está uma ajuda extra, mesmo você continuando a trabalhar”.
É um valor pago todo mês, por cima do seu salário normal, quando um acidente (de qualquer tipo, não só de trabalho) deixa uma marca permanente que reduz sua capacidade, mas não te impede de continuar na função.
A diferença mais importante: no auxílio-doença, você para de trabalhar pra receber. No auxílio-acidente, você continua trabalhando e recebe o benefício por cima do seu salário.
Quem tem direito?
Voltando pro exemplo do dedo: o que garante o direito é a sequela permanente, comprovada por perícia médica do INSS, que reduz sua capacidade de fazer o trabalho que você fazia antes. Alguns exemplos comuns
- Perda de parte de um dedo ou membro
- Redução de movimento em alguma articulação
- Perda parcial de visão ou audição por conta de acidente
E tem uma boa notícia aqui: diferente de outros benefícios, não existe carência, não precisa de tempo mínimo de contribuição. O direito nasce a partir do acidente e da sequela comprovada.
OU SEJA
- Não exige parar de trabalhar muito pelo contrário, pressupõe que você continua ativo
- Não é o mesmo que auxílio-doença (esse sim te afasta do trabalho)
- Não é pago em caso de sequela que não afeta sua capacidade de trabalho
COMO PEDIR?
Dá pra fazer o pedido sozinho pelo Meu INSS (site ou aplicativo) ou pelo telefone 135, com direito a perícia médica pra comprovar a sequela e sua relação com o acidente.
Mas vale um alerta aqui: esse é um dos benefícios que o INSS mais nega de primeira, muitas vezes só porque o pedido foi feito sem o laudo certo ou sem comprovar direito a relação entre o acidente e a sequela.

Voltando ao nosso trabalhador da fábrica: não basta só ele saber que existe esse direito, ele precisa também saber pedir do jeito certo.
Por isso, antes de entrar com o pedido, vale a pena conversar com quem entende do assunto, pra reunir os documentos certos e não perder essa chance por um detalhe técnico. Se você sofreu algum acidente e ficou com uma sequela, mesmo continuando a trabalhar hoje, me chama que a gente conversa sobre o seu caso.
Direito, direto ao ponto.



